quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Tintos da Toscana - Itália e gastronomia


Os vinhos tintos da Toscana são a expressão da sangiovese - ligeiramente terrosos, com frequência amargos e sempre picantes. Sua acidez natural elevada confere equilibrio e dá a esses vinhos a capacidade de se combinarem facilemente tanto com pratos tradicionais da região quanto com os da culinária contemporânea internacional.

No caso do Chianti, o mais leve dos tintos da Toscana, a combinação clássica é com patê de fígado de frango sobre crostini sem sal, pois o gosto forte de carne espelha o sabor terroso do vinho, e a acidez com nuances de limão do vinho limpa o palato. Com suas notas de tomate, o Chianti combina bem com pratos como pappa al pomodoro, ou massas leves, no estilo da Toscana.

O Chianti Classico de corpo leve ou médio ou o ligeiramente mais rico Chianti Classico Riserva são tradicionalmete combinados com pratos á base de peixe, como o peixe á ragu Toscano, frango como o galleto com rúcula e vinagrete trufado, ou massas encorpadas. Os potentes Brunello di Montalcino, com notas de cavalho, e os Supertoscanos á base de cabernet  ficam ótimos com pratos á base de carne ou encorpados, como ossobuco, ou carré de cordeiro. Os taninos do Brunello combinam bem com a gordura do carré.

 

sábado, 24 de novembro de 2012

Descobrindo o Champagne, Espumantes e suas borbulhas mágicas

  • Quando os vinhos contêm dioxido de carbono dissolvido, este é liberado em forma de borbulhas ao se abrir a garrafa. São os chamados vinhos espumantes. Há diversos métodos para conseguir que este vinho engarrafado mantenha o dióxido de carbono dissolvido. Um deles é a simples saturação de gás carbônico, semelhante àquela que se usa para tornar os refrigerantes gasosos. Existe também o método primitivo de engarrafar o mosto antes de concluir sua fermentação, o chamado méthode rurale na França. Os atuais sistemas de elaboração submetem o vinho base a uma segunda ferementação em um recipiente hermético por meio da adição de açucares e leveduras.
  • Os espumantes pode ser produzido por diversos sistemas: em um único tanque, com o engarrafamento posterior do vinho sob pressão em uma série de tanques; diretamente na garrafa, para depois transferir o conteúdo até um tanque e filtra-lo antes do engarrafamento definitivo; ou seguindo o método champenoise. Este último é o mais caro, mas o que dá melhores resultados. Nele, a segunda fermentação é feita na garrafa, armazenada durante um tempo superior ao da fermentação e com o gargalo voltado para baixo. Assim os sedimentos se agrupam nele, sendo expelidos quando se passam os gargalos da garrafa por uma solução congeladora. Os champagnes franceses e os cavas espenhois são elaborados seguindo este método.


Para brindar com muito barulho. Neste caso é permitido o famoso "estouro", caso contrario não é aconselhável.


Crédito das imagens: Google imagens

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Por dentro das vinícolas na América do Sul

Neste post uma viagem muito interessante, um tour por dentro das vinícolas Viu Manent no Chile - Valle do Colchagua - Ruca Malen na Argentina e Serrera, também na Argentina, na reigião de Mendoza. Fernando Hannover, da importadora Hannover, responsável por trazer esses rótulos para o Brasil foi conhecer de perto o trabalho minuncioso dessas vinícolas quase artesanais. É aqui no blog que ele nos mostra um pouquinho desta viagem cheia de vinhos.
Fernando Hannover na Cordilheira dos Andes - Chile

Parede da Vinícola Viu Manent - cheia de Secreto, vinho ícone da vinícola. (Chile)

Processo de seleção das uvas na vinícola Viu Manent, foto exclusiva das caixas de uvas cheias, logo após a poda. Todo processo é muito delicado e exige o máximo de cuidado com o manuseio.

Parreras da Vinícola Viu Manent - Chile - melhor época para visitar a vinícola é de abril à junho.


Vinícola Ruca Malen na Argentina - quase todo processo é artesanal - produz ótimos vinhos.

E por fim, um pouco da vinícola Serrera, uma das vinícolas emblemáticas da Argentina.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Entrevista para TV - falando sobre vinhos

Entrevista concedida a TV Centro América - Vinhos e Harmonização de pratos.
Esta entrevista está disponível no youtube.

sábado, 3 de novembro de 2012

Sabores de Carvalho


  • Expressões como"carvalho tostado" são populares em descrições de vinhos. Se você ja esteve em uma marcenaria onde se guarda carvalho recém-cortado, conhece o cheiro dessa madeira. Mas é quase certo que mesmo aqueles que jamais sentiram diretamente o cheiro de carvalho já provaram o efeito dessa madeira no vinho.
  • As notas de carvalho remetem a baunilha, coco, cedro, pão tostado com manteiga, xarope e até mesmo bacon defumado. Com frequência, são os principais componentes de sabor do vinho, e não as uvas. Vinicultores do mundo todo utilizavam há séculos recipientes de carvalho para armanezar o vinho durante o envelhecimento. Originalmente, os barris de carvalho eram usados apenas para este fim, e não para aumentar a sua qualiddade, mas logo os vinicultores descobriram que recipientes de carvalho acrescentavam sabores e texturas. Com o tempo, os barris de carvalho se tornanram parte integrante da personalidade do vinho.

  • A partir dos anos 1970, os vinicultores descobriram como obter uma aproximação dos sabores de carvalho sem utilizar os barris, que são caros. Eles acrescentam lascas ou pó da madeira e outros substitutos aos vinhos enquanto eles fermentam e envelhecem. 



Créditos: 1.000 Grandes Vinhos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Jantar com Degustação de Vinhos Tintos

Este jantar foi para comemorar uma viagem ao Chile do casal Tiago e Carina (fotos no blog). O anfitrião - João Felipe - que já esteve no Chile, abriu duas garrafas de bons rótulos chilenos, Pérez Cruz (2010) e Alamos (2009) ambos cabernet sauvignon.
Para harmonizar, a anfitriã escolheu um prato de filé ao molho de vinho com risoto de queijo röti. Uma tábua de frios foi servida como entrada, com muito queijo.
Os vinhos estavam em temperatura adequada, entre 14ºC. Tudo muito agradável.
O vinho chileno Pérez Cruz, uma surpresa pra mim. Com aromas de frutas vermelhas maduras, notas de baunilha e chocolate. 

Os frios servidos na entrada. Junto havia uma porção de grãos e sementes com damasco.

Safra 2010, uma ótima safra nos andes Chilenos.


Alamos é um vinho jovem, fácil de beber. Cabernet Sauvignon com taninos ainda tímidos. Um bom vinho para acompanhar o risoto röti.

Prato servido para harmonizar com o Pérez Cruz, combinação perfeita, pois o vinho apresenta taninos marcantes e este molho de vinho um pouco ácido deu perfeito equilibrio ao vinho.