quarta-feira, 27 de março de 2013

Conheça um Single Vineyard

Bom dia amigos do 1º Encontro Confraria do Vinho. Que tal degustar um autêntico SINGLE VINEYARD? O famoso "gosto do terroir" nunca foi tão venerado. Hoje, os vinhos de vinhedos únicos são uma tendência mundial e servem para retratar a verdadeira tipicidade de um vinho. 
Se nos aprofundarmos no tema de vinhos Single Vineyard temos algumas terminologias como Vineyard, Crus, Clos, Viña, Vigna, Vigneto, Quinta etc. A conclusão é que iremos perceber que, no fundo, estamos falando da mesma coisa, com pequenas nuances que as diferem. Não há dúvida de que as menores e mais charmosas parcelas de vinhedos únicos do mundo estão na Borgonha e na Alsácia, na França, e no Piemonte, na Itália. Mas este Single Vineyard Malbec da vinícola Viu Manent está incrivelmente perfeito, digno de um grande vinho.
Este é um dos rótulos que serão degustados no nosso Jantar da Confraria dia 09/04/13.
Até lá!

terça-feira, 26 de março de 2013

Conheça o Noble Semillon - Vinho de Sobremesa

Bom dia amigos da Confraria do Vinho. Apresento-lhes mais um rótulo que será servido no Jantar-degustação do dia 09-04-2013. Produzido no Vale de Colchágua com uvas Semillón de parreiras velhas parcialmente atacadas pela Botrytis Cinerea, este Late Harvest encanta por sua complexidade aromática com destaque para toques florais e frutados, como flor de laranjeira, maracujá e abacaxi maduros. Na boca é denso e a sua untuosidade se destaca. Ainda no palato tem invejável equilíbrio gustativo, acidez delicada, corpo pleno e além do tradicional toque crocante da botrytis, muito frescor e deliciosas notas amendôadas complementam a paleta de sabores deste vinho de sobremesa que esbanja tipicidade. Avaliação: 89/100 pts.+




Para acompanhar, um pavê Suíço de Chocolate e banana...divino!


domingo, 24 de março de 2013

Serrera Gran Guarda - conheça esse grande vinho!


Conheça um pouco um dos rótulos do 1º Encontro Confraria do Vinho de Primavera do Leste - Serrera Gran Guarda. Essa caixa já esta aqui, esperando o grande dia!
De cor rubi intensa, com tonalidades violáceas. Mostra aromas de especiarias, pimenta preta, ameixas secas e chocolate. Em boca apresenta bastante volume, acidez equilibrada e longa persistência. Seus taninos são suaves e de ótima maturação.

Potencial de guarda: Excelente potencial, podendo ser guardado por mais 10 anos se bem armazenado.

Comentários: Potência, concentração e elegância definem este grande vinho de guarda. Resultado da união das uvas e de um dos vinhedos mais exclusivos Mendoza (Sierras de Lunlunta), com extraordinário conceito de vinificação. A busca pela excelência está refletida neste vinho de grande personalidade.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Encontro Confraria do Vinho - Primavera do Leste

Para apreciadores, degustadores e principalmente para quem gosta de vinho, vem aí o 1º Encontro Confraria do Vinho de Primavera do Leste. O jantar com menu degustação será realizado dia 11/04/2013, no Junior Hotel com a presença de Fernando Bosner, especialista em vinhos, dono da importadora Hannover.
Os convites estão disponíveis no Junior Hotel. Conto com a sua presença.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Conheça a Itália!


Hoje o post é exclusivo sobre a região dos grandes vinhos, a bela Itália! Sou apaixonada por toda região vinícola, é encantadora e envolvente, assim como seu povo, acolhedor e apreciadores da boa mesa. Conheça!!


Se chamar a Itália de “Berço do vinho” parece um exagero, saiba que os antigos Gregos a chamavam de Enotria ( Terra do Vinho ).
A Itália disputa com a França a supremacia na Produção de Vinho na Europa, e praticamente em todo o Território Italiano se produz Vinho.

O Vinho de fato veio para o Brasil pelas mãos dos imigrantes Italianos, e é muito difícil encontrar um descendente que não tenha um produtor na árvore genealógica.
Assim como a produção, a variedade de Vinhos, também é enorme, e portanto podemos falar apenas de uma parte, ou das mais conhecidas regiões produtoras.
As regiões da Itália são melhor entendidas se separamos a Itália nas Regiões Norte, que possui uma maior influência da França, Centro, onde está a famosa região da Toscana e Sul, onde a tradição mediterrânea dos Vinhos Fortificados, está mais presente.

Na itália os vinhos são classificados como :
  • Vino de Tavola, que é o Vinho de Mesa mais simples. 
  • IGT, Indicação Geográfica Típica, que indica que o Vinho veio de uma determinada Região Geográfica.
  • DOC, Denominazione di Origine Controllata, que significa que o Vinho veio de uma região demarcada e com sua produção controlada pela região.
  • DOCG, Denominazione di Origine Controllata i Garantita, que siginifica que  Vinho vem de uma região específica e tem seu processo de produção rigidamente controlado para garantir a tipicidade do Vinho.
Além disso o Vinho pode ser denominado :
  • Riserva, que siginfica que ficou envelhecendo mais tempo que a média.
  • Superiore, que significa que o vinho tem uma graduação alcoolica maior que a média.
  • Classico, que significa que o vinho provem do coração de sua região DOC.
  • Novello, para os Vinhos novos.
  • Secco, Abboccato, Amabile e Liquoroso, para definir o vinho indo do seco, ligeiramente doce, doce e fortificado.
  • Frizzante para o vinho levemente efervecente.
  • Spumante, para o vinho que é de fato um Espumante.

As principais Regiões produtoras da Italia são o Piemonte, onde estão as regiões de Barolo e Barbaresco, com suas uvas Nebbiolo,, e onde se produzem Espumantes ( ASTI ) e Vinhos Brancos da Uva Muscat
A região do Vêneto, onde estão as regiões do Soave e de Valpolicella, vinhos muito conhecidos no Brasil.

A região da Toscana talvez seja a mais famosa da Itália entre os aficcionados, e é onde estão os famosos Tintos de Chianti e Chianti Classico e Brunello di Montalcino.



Outras regiões importantes são no Norte o Vale de Aosta e Ligúria, a região de Emília-Romana, a Região da Lombardia, No Centro Úmbria, Marches, Molise, ao Sul o Lácio, Basilicata, Puglia, além das Regiões das Ilhas da Sicília e da Sardenha.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O winesave e suas funções milagrosas

Hoje o post é destinado à todos aqueles degustadores que se preocupam com a conservação de um vinho depois de aberto. Sabemos que se mal armazenado ou mal fechado, o vinho perde todas as suas propriedades, aromas e pode tornar-se insosso (sem gosto) portanto é importante que ao guardar um vinho já aberto, façamos da maneira correta, ou seja vedando bem a garrafa e de preferência a deixando longe do alcance de cheiros fortes, e sempre na geladeira. Mas a novidade de hoje é este produto incrível, o winesave, conheça suas funções.
Este é o famoso winwsave
Winesave é um produto destinado a conservação do vinho, depois de aberto. Ele é composto de gás Argônio, que é um gás sem cheiro, sem gosto, sem cor, não é tóxico e, mais importante, é inerte, não reage/interage com outros elementos. 
Por fim é um gás mais pesado que o ar, assim quando injetamos o mesmo numa garrafa de vinho ele atravessa o ar e repousa sobre o vinho, não permitindo a interação do oxigênio com o vinho e assim conservando o mesmo.
Na teoria é um sonho!!! Uma vez que você pode aplicar o Winesave, "rolhar" o vinho novamente e abrir só quando quiser, poderia ficar guardado por muito tempo... Mas funciona mesmo???
O enófilo Cristiano Orlando, do blog Vivendo Vinho, usou e postou o seguinte: "Portanto, prezados amigos, passei o mês de janeiro testando o Winesave, com vinhos brancos, rosés e tintos, por prazos variados, 03, 05, 07 e até 15 dias. E o vinho sempre estava perfeito"
Em resumo: o Winesave funciona!!!
O winsave é encontrado na Winelands, representante do produto no Brasil.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma volta pela região do Douro

Hoje quero apresentar a vocês a região do Douro em Portugal, famosa pela qualidade dos seus vinhos.Aqui no Mato Grosso, represento pela importadora Hannover 06 vinícolas de Portugal, sendo 02 da região do Douro - Quinta dos Avidagos e Quinta do Portal. O post hoje é de uma viagem que o respeitadíssimo sommelier Diego Arrebola, o segundo melhor do Brasil, fez para região do Douro e de lá contou sua experiência. Li toda matéria e está incrível. Espero que possa ser útil para meus amigos do vinho.

O Douro, á partir de Peso da Régua
Para quem não sabe, a Douro é a região que ocupa as margens do rio homônimo, e é dividida em três sub-regiões, de oeste para leste; o Baixo Corgo, região mais húmida e que da origem aos vinhos mais simples, que vai até Peso da Régua, o Cima Corgo, coração da região, onde estão instaladas as principais vinícolas, e que vai da Régua até Cachão da Valera, e o Douro Superior, região mais seca e inóspita, que vai até Barca D’Alva, na fronteira com a Espanha, e que mediante investimentos recentes tem dado origem, cada vez mais, a grandes vinhos.

Além dos aspectos técnicos, alguns momentos no decorrer desta viagem me emocionaram, e o primeiro deles foi a primeira vista do Douro, ao cruzar a ponte que dá acesso a Peso da Régua, com suas encostas e vinhedos, realmente de tirar o fôlego. Para ajudar, nosso hotel estava bem ao lado do rio, o que nos proporcionou um vista diferenciada todos os dias durante o café da manhã. O nome do hotel é Régua Douro, e eu recomendo para quem estiver a caminho da região.

O Douro é, do ponto de vista histórico, a mais importante região vinícola de Portugal. Demarcada pelo Marquês de Pombal em 1756, e convertida em Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, no fim do séc. XX, não perdeu sua relevância no cenário mundial, apesar dos diversos sobressaltos pelos quais passou ao longo de sua história, tais como as Guerras Napoleônicas, a filoxera, as crises financeiras e as mudanças políticas do país.

A grande referência da região ainda é o Vinho do Porto, fortificado, normalmente doce, que conquistou o mercado inglês no séc. XVIII. Até muito recentemente, embora o Porto fosse produzido no Alto Douro Vinhateiro, a maturação e engarrafamento dos vinho deveriam, obrigatoriamente, ser feita na cidade portuária de Vila Nova de Gaia. Porto, cidade do outro lado do rio, acabou ligando seu nome ao produto, porém, a orientação sul de suas encostas, com maior exposição ao sol, na favoreciam, então, a maturação de grandes vinhos. Como as estradas eram poucas, e de difícil trânsito, os vinhos eram transportados pelo rio, em barcos chamados rabelos, que até hoje ainda ocupam uma função, sobretudo decorativa, as margens do rio em Gaia.

Rabelos, em Vila Nova de Gaia

Ainda hoje muitas casas ainda mantém suas adegas em Vila Nova de Gaia, porém, a cada dia mais e mais vinícolas começam a produzir, maturar e engarrafas seus vinhos diretamente nas vinícolas, no Douro, de forma a garantir e acompanhar mais estritamente a qualidade em cada paço da produção. Durante séculos, a fama e economia da região foram abastecidas principalmente pelo Vinho do Porto, porém, a partir de meados do séc. XX começaram a surgir na região vinhos de mesa, ou seja, não fortificados, dos quais o precursor foi o Barca Velha, criado em 1952, pela Casa Ferreirinha, que leva o nome de sua principal figura histórica, também de grande importância para o Douro como um todo, Dona Antônia Ferreira.

Para não me estender em demasia, deixo a dica para aqueles que desejam conhecer um pouco mais a história de Dona Antônia que verifiquem o site da Sogrape, que desde 1987 é detentora da marca.

O fato é que, a partir do Barca Velha, muitos produtores e consumidores começaram a dar outra atenção aos vinhos de mesa do Douro, que em tempos recentes, mediante o investimento de dinheiro e energia, não só das empresas, mas também dos enólogos e demais trabalhadores envolvidos no processo, experimentaram um crescimento importante na variedade e qualidade dos produtos disponíveis, levando inclusive ao surgimento de vinícolas que simplesmente não produzem Vinho do Porto, como a Quinta do Côtto, que visitamos.


A parte dos vinhos, pudemos visitar também a margem do Douro, em Gaia, endereço de muitos restaurante e lojas ligadas a vinícolas, outra visão que me emocionou, por toda a beleza e peso histórico que aquela paisagem traz consigo. Após um breve passeio e uma breve visita a loja da C. da Silva, vinícola responsável por aquele que, em minha modesta opinião, é um dos melhores Portos Brancos no mercado, o Dalva (infelizmente sem importadora no Brasil), do qual adquiri uma garrafa do Tawny 10 Anos Branco. E logo em seguida, o centro da cidade do Porto, para provar uma especialidade local, a francesinha, uma espécie de Croque-Monsieur, mas que leva carne e embutidos no recheio, e um leve roti picante por cima. Típico, simples, calórico e saboroso.

A esquerda Porto, e a direita Vila Nova de Gaia

Uma curiosidade sobre Porto, é que, na opinião dos portugueses, a cidade tem um trânsito “infernal”, e da pra ver que os cidadãos levam isso a sério, fazendo da buzina um item indispensável, mas acreditem, comparando com a Marginal Pinheiros numa tarde de sexta-feira... é uma passeio no parque. Os motoristas de Porto não sobreviveriam uma semana em São Paulo!

O trânsito infernal da cidade do Porto...
Visitamos também Pinhão, no dia seguinte, pequena cidade no coração do Cima Corgo, de onde costumavam partir os vinhos ruma a Gaia. A cidade e conhecida por sua antiga estação de trem, que tem as paredes decoradas com belas pinturas em azulejo, que mostram um pouco da vida no Douro. Dali partimos para um agradável passeio de barco pelo rio, sempre cercado de vinhas. Realmente lindo, e imperdível para quem visita a região. Foi possível observar um aumento significativo das plantações no sistema de vinhas ao alto, que dispensa os tradicionais patamares, e implanta fileiras de videiras em linha reta e contínua, subindo as encostas. Isso facilita o acesso, a leva a produções mais homogêneas. Uma tendência moderna, mas que veio para ficar.

Acima, azulejos em Pinhão, abaixo, Vinhas Ao Alto

Crédito da matéria: Profissão sommelier.